As festas são, por opção, em casa. E são, por opção, para a família toda. E só em família directa (mamã, papã, os 3 manos, tios e primos direitos, avós e bisavós) já somos quase 30. E cá em casa não se festeja só os aniversários dos miúdos, os papás também gostam de ter festa :o)
E a minha principal razão é esta: eu quero que eles gostem de estar com a família... eu quero que estas festas façam parte da vida deles assim como fazem da minha para que um dia, quando tiverem a casa deles, seja uma coisa normal de fazer e não um frete!! Nos dias que correm cultiva-se tão pouco o convívio em família, que não quero deixar passar em branco as poucas oportunidades que vai havendo de estarmos juntos! E de estarmos juntos no nosso ambiente, de recebermos na nossa casa!!
Dá trabalho? Um pouco. Mas como em cerca de 8 anos já conto 28 festas em casa, duas das quais batizados com 60 pessoas, fui aprendendo a minimizar esse trabalho. Bom, os batizados deram trabalho à séria. Eram muitas pessoas. Mas as festinhas de aniversário que rondam as 25-30 pessoas, já passaram ao estatuto de trivial e não dão tanto trabalho assim. Ou melhor... Quem corre por gosto, organiza-se, distribui trabalho, e não se cansa por aí além :)
E já agora... Eu organizo-me assim.
Pequenas reflexões, pequenas dicas, para melhor encaixar as tantas profissões que assolam as mulheres de hoje... Que se deparam com a necessidade de ser boas mães, mulheres e profissionais!
24 fevereiro 2012
23 fevereiro 2012
Birras e estratégias... Que talvez ajudem
No seguimento do post os manos e as birras, aqui ficam duas das minhas estratégias... que talvez ajudem.
A hora da mama… sempre foi para mim o mais complicado. Tantas e tantas vezes que dei de mamar a um com o outro enrolado nas pernas… Tantas e tantas vezes que ele se conseguia escapulir das minhas pernas e, a olhar para mim como quem diz “agora estás aí presa, faço o que me aptecer”, esvaziou gavetas inteiras, tirou cd’s das caixas, caixas e tampas e panos das gavetas da cozinha… Um dia, com calma, lembrei-me de planear a hora da mama com ele. Disse-lhe que o bebé precisava de comer. Perguntei-lhe se também ele queria comer, ao lado do bebé. Respondeu-me que sim, e dei-lhe uma peça de fruta aos pedaços. Sentou-se ao meu lado, feliz, a comer a sua fruta enquanto o bebé mamava. Criei o “problema” de ter que ter sempre fruta pronta para o crescido quando ia dar de mamar… Mas resolvi um problema maior J
Aqui os papéis invertem-se… E enquanto o crescido se senta à mesa connosco, o bebé chora com toda a sua garra porque quer colo, ou simplesmente atenção. E nós, mães à beira de um ataque de fúria que se vai adivinhando cada vez mais ao rubro, temos que respirar 500 vezes para não nos desmancharmos em gritos e castigos e palmadas.
A hora da refeição… do mano crescido
Aqui os papéis invertem-se… E enquanto o crescido se senta à mesa connosco, o bebé chora com toda a sua garra porque quer colo, ou simplesmente atenção. E nós, mães à beira de um ataque de fúria que se vai adivinhando cada vez mais ao rubro, temos que respirar 500 vezes para não nos desmancharmos em gritos e castigos e palmadas. Comecei a aproveitar estes momentos para mostrar ao mais velho que não é só ele que tem que esperar e dar lugar ao bebé. O bebé também tem que lhe dar lugar, quando assim é necessário. Aproveitava para me virar para o bebé e dizer “Tu já bebeste o teu leitinho. Agora é a vez do mano comer, e tu também tens que esperar. O mano também espera quando tu tens que comer”. Os olhos do mais velho brilham. E eu sei que ele se sente feliz por perceber que o lugar dele afinal existe e não desapareceu, só tem que ser partilhado. O meu filhote crescido cresceu mais um bocadinho. E percebeu que afinal quem ele julga ter-lhe tirado o lugar pode muito bem ser um amigo e não o inimigo que ele pensava. O bebé por uns momentos sustem o choro, espantado com a conversa que talvez não entenda. A seguir volta a chorar, e eu dou-lhe qualquer coisa para se entreter, e se não resulta deixo-o chorar. Custa um bocadinho a gritaria, pois custa. Mas mais não é do que um passo em frente. E assim, em poucas semanas, passámos a sentar-nos todos à mesa sem grandes choros J
22 fevereiro 2012
Confessionário
Adoramos ser mães, sem dúvida… Mas ainda assim há todas aquelas coisas parvas que volta e meia nos passam pela cabeça. Isto são pensamentos que já me passaram pela cabeça. Várias vezes. Simplesmente convenci-me que isso não faz de mim pior mãe… Convenci-me que não sou diferente. Sou igual. Simplesmente ninguém fala disso… Parece que é um segredo muito nosso e que não são pensamentos admissíveis de quem decidiu ter filhos. Mas a verdade é que por vezes estas coisas passam-me pela cabeça… Ser mãe tem destas coisas, e já não fico triste ou a julgar-me péssima mãe quando estes pensamentos me assolam. Fico antes a pensar que preciso de dormir mais um pouco... JFicam alguns desses pensamentos parvos, mas que acontecem... Não somos loucas: somos mães. E às vezes o cansaço domina-nos:
Ou se calam em três tempos ou em três tempos eu começo a distribuir tareia…
Apetece-me virar-vos costas. Ignorar-vos. Ir ler o meu livro em paz e sossego. Que saudades do tempo antes dos filhos…
Esta vida podia ser um contrato. Hoje estou bem disposta e quero ser mãe, e quero-vos comigo. Amanhã estou com a neura e gostava de vos poder entregar a quem de direito, por tempo indeterminado... Até conseguir dormir umas noites descansada, até matar as saudades de ir ao cinema quando me apetece, até por a montanha de roupa em ordem...
Se esta vida fosse a vida de antigamente, eu agora ia-me deitar descansada e sem pensar em refeições, em mudas de roupa, calçado e agasalhos para amanhã, em mochilas, em batas sujas ou lavadas...
Antes dos filhos eu saia do trabalho e podia ir passear ao shopping. Podia ir trabalhar ao sábado e ao domingo para acabar alguma coisa. Podia combinar jantares em cima do joelho. Podia não ter jantar, vinha uma pizza. Ou não se jantava, comiam-se uns cereais com iogurte ou um chocolate quente. Podia planear as férias sem pensar se o hotel tinha microondas ou frigorífico...
Apetece-me virar-vos costas. Ignorar-vos. Ir ler o meu livro em paz e sossego. Que saudades do tempo antes dos filhos…
Esta vida podia ser um contrato. Hoje estou bem disposta e quero ser mãe, e quero-vos comigo. Amanhã estou com a neura e gostava de vos poder entregar a quem de direito, por tempo indeterminado... Até conseguir dormir umas noites descansada, até matar as saudades de ir ao cinema quando me apetece, até por a montanha de roupa em ordem...
Se esta vida fosse a vida de antigamente, eu agora ia-me deitar descansada e sem pensar em refeições, em mudas de roupa, calçado e agasalhos para amanhã, em mochilas, em batas sujas ou lavadas...
Antes dos filhos eu saia do trabalho e podia ir passear ao shopping. Podia ir trabalhar ao sábado e ao domingo para acabar alguma coisa. Podia combinar jantares em cima do joelho. Podia não ter jantar, vinha uma pizza. Ou não se jantava, comiam-se uns cereais com iogurte ou um chocolate quente. Podia planear as férias sem pensar se o hotel tinha microondas ou frigorífico...
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