02 julho 2012

Simplificar - o roupeiro dos miúdos


Descobri que me governo muito bem governada com 7 mudas de roupa completas para cada um dos pequenos. Seja verão, seja inverno, antes de fazer as compras da estação avalio o que ainda está em bom estado e o que já não lhes serve. Verifico quantas mudas completas ou peças soltas me faltam para, com o que já tenho, fazer 7 mudas para cada um. E vou às compras com a listinha do que me falta. E passei a gastar muito menos dinheiro... A ter mais espaço, e a ter roupa suficiente.
Descobri que 7 é muito menos do que normalmente se tem para os miúdos. Descobri que 7 mudas completas resistem mesmo aos dias que chove a fio e a roupa demora 3 dias a secar. Descobri que os saldos só devem servir para procurar uma peça que realmente nos faça falta no momento ou que potencialmente vá servir para uma das 7 mudas da estação seguinte, e que ao comprar menos roupa posso pagar um pouco mais por uma muda melhor, ou por uma muda que me encha as medidas!

Além das 7 mudas, cada um tem 2 agasalhos de inverno e 1 de verão, 1 par de botas e 1 par de sapatos/ténis no inverno e 1 par de sapatos/sandálias e uns chinelos no verão. 

E a isto se resume o roupeiro dos meus miúdos.

29 junho 2012

O que as lágrimas nos ensinam

Afinal as lágrimas não são só água salgada com sabor a soro fisiológico. São uma grande escola.

As minhas normalmente dizem-me que alguma coisa não está bem, senão não me correriam pelo rosto. Dizem-me que é tempo de fazer uma pausa e de respirar fundo. Lembram-me como é bom e como faz falta respirar fundo. Mostram-me que talvez não tenha descansado tudo o que deveria e que preciso de dormir mais um pouco para não disparar automaticamente em todas as direções. Avisam-me que é altura de abrandar o ritmo. Alertam-me para algo que poderia ter sido feito de melhor maneira.

As dos meus filhos, são talvez um sinal mais forte. De que eles precisam de mim. De que precisam da minha ajuda para combater e aprender a lidar com as suas frustrações. Para que amanhã saibam lidar com elas sózinhos. As lágrimas dos meus filhos, aliadas a rostos demasiado comprimidos e tensos, tentam mostrar-me que se calhar me excedi num castigo ou no tom de voz. Questionam-me se seria mesmo preciso ter sido assim. Ensinam-me que se calhar da próxima vez há forma melhor de levar as coisas a bom porto. Mostram-me, sempre... que é tempo de respirar fundo e fazer uma pausa... Organizar-me por dentro... E recomeçar mais calmamente...

26 junho 2012

Férias

Férias marcadas. (O desatino das) malas arrumadas. Viagem. Longa, nas tantas perguntas "estamos quase?" "já chegámos?" "já falta pouco?".
Chegámos. Eufóricos (?) por qualquer razão que até deveria ser boa. Pela simples razão de serem férias. Esquecemo-nos apenas, uma vez mais, que as férias trazem na bagagem 24 horas extra. 24 horas de convivio, 24h com os filhotes. E angustiamo-nos. Todos. Isto devia ser uma coisa boa. Tenho um nó na garganta - a dificuldade que todos mostramos ter num convívio mais prolongado. Ainda que de férias, ainda que sem stresses de horários a cumprir. A partir do terceiro dia parece correr melhor. É triste: é tão triste perceber que ao longo do ano o que estamos juntos é afinal tão pouco... Tão pouco que agora conduz à necessidade de adaptação... Adaptação a algo que deveria ser aprazível desde o primeiro momento...