30 agosto 2012

Quando o sim é indispensável

Dizer não é importante. Mas dizer sim também.

Apetece-me dizer 
"Não faças isso" 
"Não te portes mal" 
"Não faças disparates". 
É tão fácil dizer "Não faças". 

É tão difícil dizer 
"Parabéns. Portaste-te tão bem hoje" 
"Obrigada. Arrumaste os teus brinquedos e assim esses brinquedos não ficaram para eu arrumar" 
"Estou tão orgulhosa de ti. Cumprimentaste todas as visitas com um sorriso e sem reclamar".

É tão difícil, e as crianças precisam tanto. Um elogio surte muito mais efeito do que qualquer frase que se inicie com a palavra "Não"... Um elogio, um simples reparo "Está tão arrumadinho aquele livro, tenta agora os legos" funciona muito melhor que qualquer "Não quero ver os legos no chão"!!!!!

Tentem o elogio... em detrimento do não. Verão que o resultado é muito mais positivo e motivador. As crianças precisam de saber o quanto gostamos delas. Preciam de saber que ficamos felizes com pequenas coisas que elas fazem. E precisam de ouvir isso, precisam de sentir e de saber que os seus pais serão sempre o seu porto seguro!

28 agosto 2012

Simplificar - as compras do supermercado (e o orçamento!)


Nunca vamos às compras sem lista. E a lista faz-se no dia a dia - quem tira a última "qualquer coisa", escreve na lista. Por exemplo quem abre o último pacote de leite, de arroz, de guardanapos, escreve na lista. E assim garantimos que nunca se chega a stock zero, nem nunca se compra em demasia. Até os miúdos já se habituaram à lista: "mamã, já só ficam 2 iogurtes, queres que ponha na lista?" :)

07 agosto 2012

Percentil 95... de gordo...


Engordar quando se é magro, é relativamente fácil. Emagrecer quando se tem peso a mais, é relativamente difícil. Reverter doenças associadas ao excesso de peso, como por exemplo a diabetes, é praticamente impossível…

Volta e meia surge a conversa orgulhosa “o meu bebé já pesa tanto, está no percentil 95, já veste roupa para 2 anos apenas com 9 meses!!!”. E eu penso se estarão bem limpos os meus ouvidos… Se realmente terei ouvido um tom de orgulho numa afirmação destas… E dado que ouvi bem, meto-me na minha vida e nada digo pois cada um saberá dos seus, mas engulo em seco e espero que não chegue a pergunta “então e os teus?” Mas claro que chega a minha vez de falar, e eu respondo invariavelmente “os meus vestem para a idade certa… são altos mas magritos… ”. Na verdade, tenho vontade de dizer “comem apenas saudável e muito saudável… brincam mais do que vêm tv… por isso são magritos”. Na verdade, tenho vontade de dizer “a bebida das refeições é água, comem sempre sopa, comem sempre salada e/ou legumes cozidos com o prato principal, comem sempre fruta, comem o que lhes apresento às refeições quer gostem quer não gostem, não há comidas especiais para ninguém, se não gostam tanto comem menos, comem grelhados e cozidos e assados que é o que se gasta cá em casa, e se ao fim de semana há sobremesa claro que têm direito a comer mas apenas se à refeição comeram em condições,…“ Eu tenho vontade de dizer que o que há de mais apelativo na minha dispensa é bolacha maria, e no frigorífico são os iogurtes… Mas quando digo alguma coisa de tudo isto que me apetece dizer, quando eu faço um comentário “porque não experimentas um pãozinho com fiambre em vez de um qualquer snack super calórico?”, tenho como resposta “ah mas o meu come muito mal, e ao menos a coca-cola ajuda a empurrar, e ao menos come um kinder entre refeições senão não comia nada, e lancha bolachas de chocolate que pão não gosta…” E eu sinto-me tão triste por estes meninos, e por estes pais que muito provavelmente inconscientemente fomentam uma futura obesidade e sedentarismo dos seus filhos… Lembrem-se mamãs, lembrem-se da vossa adolescência,  daquela parva idade em que nos achamos tão gordinhas e queremos fazer dieta… Não será bom que nessa altura, ainda que lhes dê a paranóia da magreza, os vossos filhos sejam elegantes em vez de obesos?!?!? Não será melhor que eles tenham motivos de orgulho na sua silhueta e não vergonha de serem gordinhos?!?!? 

Eu não os proíbo de comer nada… Simplesmente não tenho determinadas coisas em casa, não fazem parte do nosso dia a dia. Os refrigerantes bebem-se nas festas e sempre com moderação, os doces das festinhas da escola vêm para casa e gerimos em conjunto quando serão comidos. Claro que tenho que comprar algumas guerras… Porque o amigo também come, porque o amigo também faz, porque sou a pior mãe do mundo quando obrigo a comer o que não gostam… Mas ninguém disse que educar é fácil!! E com todos os problemas de obesidade e doenças associadas, sinto-me francamente feliz por nenhum dos meus filhos estar acima do percentil 50 de peso!!!