01 outubro 2012

Organizar (ME)

Organizar-ME. Por dentro. Arrumar ideias. Arrumar-me. Porque a minha casa está um caos...
Volta e meia acontece. As coisas vão ficando por fazer. Não houve tempo, houve um imprevisto, um filhote que vomita outro que faz xixi na cama, um que cai e se magoa a sério. Tudo isto nos carrega no botão que ordena as prioridades. O que era importante deixou de ser, a urgência tomou conta de nós. Acho que todos conhecem este cenário... Acho que calha a todos. E a casa entra automaticamente em estado de sítio. Olha-se à volta e está tudo por fazer...


Nestas alturas, e no meio do caos, procuro sentar-me sózinha algures num local sossegado. Num registo de "não me incomodem, não estou cá, volto dentro de 15min". Normalmente faço isto depois de deitar os pequenos - é mais fácil garantir 15 minutos sossegados! Nestes 15 minutos, procuro organizar-me por dentro. Definir 3 - e apenas 3 - coisas importantes a fazer no meio do caos. Quando entro novamente em cena, e antes de me focar nas 3 coisas a fazer, arrumo tudo o que está desarrumado, em todas as divisões da casa. Ás vezes demora. Normalmente demora. Tento não me distraír e levar tudo a eito. Depois de arrumar tudo, faço as 3 coisas que decidi serem importantes. Quando termino, por incrível que possa parecer, a minha casa parece outra... E não custou tanto assim... :)

21 setembro 2012

Pequenos workaolics


Sim, são os nossos filhos. São os desgraçados dos nossos filhos, que aos 6 anos começam a carregar o peso do mundo às costas, numa mochila incomportavelmente pesada de coisas e coisinhas. Estas pequenas criaturas que deviam ser crianças e, não obstante as obrigações escolares, deveriam apenas brincar. Mas estes pequenos workaolics não brincam. Porque têm escola, e depois actividades de enriquecimento curricular como a música, a educação física e o inglês, e depois prolongamento na escola ou ATL, e depois desportos e outras mais actividades que os mantém ocupados todo o tempo que os pais precisam/desejam. E depois são horas de jantar e dormir e acabou mais um dia. Amanhã o disco toca o mesmo. Estes pequenos workaolics têm ainda pelo meio os trabalhos de casa, e simplesmente não têm tempo para brincar. E o pouco tempo que resta, muitas vezes também não é para brincar – é para ver televisão, que assim não incomodam os pais. Depois não se entendem – ou não se querem entender - as birras e as chamadas de atenção. Depois não se percebe, daqui a 15 ou 20 anos, que aceitem trabalhar 18 horas por dia a custo zero ou pouco mais do que isso, não se percebe que aceitem não ter vida e que só trabalhem, trabalhem, trabalhem. Eles estão a ser formatados, desde pelo menos os 6 anos de idade, a ter um dia exageradamente preenchido... Se calhar é altura de abrandar o ritmo... E porque eu gostava que os meus filhos não fossem workaolics, nem hoje nem nunca, optei por não os inscrever nas Actividades de Enriquecimento Curricular. Têm a componente letiva, e depois têm a instituição avós. E mesmo assim há dias que chegam ao fim do dia completamente de rastos!