Torna-te na mudança que queres ver no mundo.
Mahatma Gandhi
Pequenas reflexões, pequenas dicas, para melhor encaixar as tantas profissões que assolam as mulheres de hoje... Que se deparam com a necessidade de ser boas mães, mulheres e profissionais!
03 outubro 2012
01 outubro 2012
Organizar (ME)
Organizar-ME. Por dentro. Arrumar ideias. Arrumar-me. Porque a minha casa está um caos...
Volta e meia acontece. As coisas vão ficando por fazer. Não houve tempo, houve um imprevisto, um filhote que vomita outro que faz xixi na cama, um que cai e se magoa a sério. Tudo isto nos carrega no botão que ordena as prioridades. O que era importante deixou de ser, a urgência tomou conta de nós. Acho que todos conhecem este cenário... Acho que calha a todos. E a casa entra automaticamente em estado de sítio. Olha-se à volta e está tudo por fazer...
Nestas alturas, e no meio do caos, procuro sentar-me sózinha algures num local sossegado. Num registo de "não me incomodem, não estou cá, volto dentro de 15min". Normalmente faço isto depois de deitar os pequenos - é mais fácil garantir 15 minutos sossegados! Nestes 15 minutos, procuro organizar-me por dentro. Definir 3 - e apenas 3 - coisas importantes a fazer no meio do caos. Quando entro novamente em cena, e antes de me focar nas 3 coisas a fazer, arrumo tudo o que está desarrumado, em todas as divisões da casa. Ás vezes demora. Normalmente demora. Tento não me distraír e levar tudo a eito. Depois de arrumar tudo, faço as 3 coisas que decidi serem importantes. Quando termino, por incrível que possa parecer, a minha casa parece outra... E não custou tanto assim... :)
Volta e meia acontece. As coisas vão ficando por fazer. Não houve tempo, houve um imprevisto, um filhote que vomita outro que faz xixi na cama, um que cai e se magoa a sério. Tudo isto nos carrega no botão que ordena as prioridades. O que era importante deixou de ser, a urgência tomou conta de nós. Acho que todos conhecem este cenário... Acho que calha a todos. E a casa entra automaticamente em estado de sítio. Olha-se à volta e está tudo por fazer...
Nestas alturas, e no meio do caos, procuro sentar-me sózinha algures num local sossegado. Num registo de "não me incomodem, não estou cá, volto dentro de 15min". Normalmente faço isto depois de deitar os pequenos - é mais fácil garantir 15 minutos sossegados! Nestes 15 minutos, procuro organizar-me por dentro. Definir 3 - e apenas 3 - coisas importantes a fazer no meio do caos. Quando entro novamente em cena, e antes de me focar nas 3 coisas a fazer, arrumo tudo o que está desarrumado, em todas as divisões da casa. Ás vezes demora. Normalmente demora. Tento não me distraír e levar tudo a eito. Depois de arrumar tudo, faço as 3 coisas que decidi serem importantes. Quando termino, por incrível que possa parecer, a minha casa parece outra... E não custou tanto assim... :)
21 setembro 2012
Pequenos workaolics
Sim, são os nossos filhos. São os desgraçados dos nossos
filhos, que aos 6 anos começam a carregar o peso do mundo às costas, numa
mochila incomportavelmente pesada de coisas e coisinhas. Estas pequenas
criaturas que deviam ser crianças e, não obstante as obrigações escolares,
deveriam apenas brincar. Mas estes pequenos workaolics não brincam. Porque têm
escola, e depois actividades de enriquecimento curricular como a música, a
educação física e o inglês, e depois prolongamento na escola ou ATL, e depois desportos
e outras mais actividades que os mantém ocupados todo o tempo que os pais
precisam/desejam. E depois são horas de jantar e dormir e acabou mais um dia.
Amanhã o disco toca o mesmo. Estes pequenos workaolics têm ainda pelo meio os
trabalhos de casa, e simplesmente não têm tempo para brincar. E o pouco tempo
que resta, muitas vezes também não é para brincar – é para ver televisão, que
assim não incomodam os pais. Depois não se entendem – ou não se querem entender
- as birras e as chamadas de atenção. Depois não se percebe, daqui a 15 ou 20
anos, que aceitem trabalhar 18 horas por dia a custo zero ou pouco mais do que
isso, não se percebe que aceitem não ter vida e que só trabalhem, trabalhem,
trabalhem. Eles estão a ser formatados, desde pelo menos os 6 anos de idade, a
ter um dia exageradamente preenchido... Se calhar é altura de abrandar o
ritmo... E porque eu gostava que os meus filhos não fossem workaolics, nem hoje
nem nunca, optei por não os inscrever nas Actividades de Enriquecimento
Curricular. Têm a componente letiva, e depois têm a instituição avós. E mesmo
assim há dias que chegam ao fim do dia completamente de rastos!
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