02 novembro 2012

A responsabilização em vez da desculpa

aqui tinha falado de como comecei cedo a responsabilizar os meus pimpolhos, atribuindo-lhes tarefas domésticas. Além dessa responsabilização, há também a responsabilização pelos próprios atos. Os atos trazem consequências. As consequências devem ser sentidas e entendidas... Só assim os atos serão melhores para a próxima vez.

Por descuido ou falta de atenção ou quiçá apenas por acidente que a qualquer um poderia ter acontecido, o teu instrumento musical caiu ao chão quando o ias arrumar. O teu instrumento a sério. Aquele que o professor de música te recomendou veementemente que não podia cair ao chão, porque era muito mais frágil do que aparentava. Foi sem querer mãma... dizem já as tuas lágrimas prontas a saltar. Eu sei que foi sem querer. Mas foste tu. E ainda que sem querer, a responsabilidade é tua. Não quero dizer ao professor!!!! as lágrimas agora caem a sério. Não queres dizer ao professor?!?!? Então??? Vais esconder??? Caso não saibas meu menino, esconder é o mesmo que mentir... Vais mentir ao professor?!?!?! Então mas o que lhe vou dizer?? A verdade. Que foi um acidente. Vais perguntar-lhe se tem arranjo, mandar-se-á arranjar, e vais pagar-lhe com o dinheiro que receberes no Natal. As tuas lágrimas caem com intensidade. Porque não queres ficar sem prendas. Porque não foi de propósito. Talvez penses que a mamã é tão má que deveria assumir o acidente e desculpar-te perante o professor. Mas a mamã não o fará. Porque só essas lágrimas que agora correm te ensinarão que há cuidados a ter, e que o primeiro responsável pelos nossos atos somos sempre nós próprios. Depois de muita conversa e algumas lágrimas, acabaste por concordar comigo. És um crescido. És um valente. Disseste a verdade ao professor, ainda que os teus olhos brilhassem de medo e todo o teu corpo estivesse tenso com a dúvida do que ira ele dizer. O professor desvalorizou, disse que não era grave. Tu sorriste e descomprimiste, o teu dinheiro do Natal já não estava comprometido. Eu sorri também, porque sei que a lição ficou lá :)

24 outubro 2012

O que trouxeste para mim?

Fui às compras. Encontrei uns ténis lindos em promoção para o filhote crescido. Comprei. Entreguei. 
Os teus olhos brilham, agradeces e dás-me um abraço sincero. Ao lado outros olhos brilham, e sai a pergunta "O que trouxeste para mim?". Um pouco mais ao lado outros olhos transparecem a mesma excitação e duas mãozinhas ainda com as covinhas de bebé revistam o saco, adivinha-se a mesma pergunta. Ao que eu respondo "Nada". Soltam-se uns gritinhos de vítima e as lágrimas de corcodilo "Mas eu também quero!!!!....". Eu sei. E a mana bebé concerteza também queria. E eu, eu também queria. Mas sabes? Tu tens uns ténis, e eu também. Não precisamos de mais. 
O choro acentua-se um pouco. E eu acrescento: "O que comprei para o mano quando te comprei esse vestido lindo que trazes?" Sai um "Nada" tímido. O choro cessa. Afinal nem sequer havia lágrimas. Afinal meus lindos príncipes, vocês sabem. Sabem que não tem que ser igual para todos no mesmo momento. E eu sinto-me feliz :)

09 outubro 2012

Simplificar - o lanche para levar para a escola


O lanche para levar para a escola prepara-se ao fim-de-semana. Preparo e congelo meias-sandes variadas: queijo, fiambre, compotas caseiras diversas. Durante a semana, quando me levanto junto em cada lancheira uma destas sandes e um iogurte ou um pacotinho de leite. E assim, na confusão da manhã, eu demoro apenas 10 segundos a preparar os lanches!