12 dezembro 2012

Simplificar - a segurança das crianças

A segurança em coisas básicas. Em coisas que só nos lembramos quando o acidente acontece.

As portas das várias divisões da casa têm chave? E têm a chave na porta? As minhas portas não têm chave na porta, foram todas retiradas quando o mano crescido nasceu. Na verdade não fazem falta.

O que se guarda debaixo do lava-loiça? Desde que nasceu o primeiro filhote, guarda-se o azeite, o vinagre, o sal, os alhos e cebolas, o louro... Desde que nasceu o primeiro filhote que os detergentes migraram para a prateleira mais alta da dispensa, ficou apenas em cima do lava-loiça o detergente da loiça. Também nos armários do wc deixou de haver detergentes, agora os detergentes do wc são vizinhos dos detergentes da cozinha na mesma prateleira da dispensa. No armário do wc guarda-se papel higiénico, caixas de lenços, guardanapos... E devo dizer-vos que tem o seu quê de divertido, quando numa festa me perguntam onde há mais guardanapos e eu respondo "no armário do wc..." :)

Que medicamentos há espalhados pela casa? Muito poucos. Os que estão a uso, apenas, e esses ficam em cima do frigorífico onde só os adultos chegam. E dos que não estão a uso, desde que nasceu o primeiro filhote, levaram uma grande volta e concentrou-se o indispensável numa única caixa. Uma caixa fechada, numa prateleira alta do roupeiro, facilmente acessível aos papás mas fora da vista das crianças.

O que se guarda na prateleira mais baixa da dispensa, onde os filhotes crescidos já chegam? Pacotes de leite, garrafas de água, chás, ovos e algumas especiarias.

Há coisas simples na vida que podem evitar grandes dissabores no futuro...

09 dezembro 2012

Por uma vida melhor - Seja corajoso

Reforce a coragem, seja capaz de sofrer sem se afundar ou queixar. Tem medo? Façamos então as coisas com medo... Mas com coragem.

Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo.
Mark Tawain
 

05 dezembro 2012

As birras

As birras são uma coisa linda de se ver. Em público então, acho que são fenomenais. Já passei a fase de ficar envergonhada com as birras. Agora sinceramente dão-me vontade de rir e de pegar numa câmara de filmar: filmar a birra para daqui a uns anos mostrar aos meus filhos as suas lindas figuras. Daqui a uns anos, quando também eles tiverem filhos. Acho que iam gostar de ver. E filmar quem assiste, e se possível fosse filmar também o que vai nas cabeças de quem assiste, que deve ser algo muito semelhante a "estes pais já não têm controlo nos miúdos, como é que é possível deixá-los fazer estas figuras...".

As birras fazem parte do crescimento dos nossos meninos. São a forma de nos dizerm algo, se calhar algo tão simples como "eu tenho esta frustração e não sei lidar com ela". E na nossa reação às birras, os pequenos têm a chave para a próxima birra: se nós cedemos eles sabem que podem continuar a esticar a corda. E vão fazê-lo. Se nós nos rimos eles sabem que afinal não é grave. E vão repeti-lo. Se nós dizemos não e depois acabamos no sim, eles sabem que não somos firmes. E vão testar-nos de novo. 

As birras fazem parte do nosso crescimento também: ensinam-nos que ou nos mantemos firmes, ou não teremos sucesso. Que ou nos mantemos serenos, ou os gritos vão aumentar de volume. Que ou ignoramos a birra, ou ela irá repetir-se. Que ou pomos os nossos filhos no seu lugar, ou nunca termos o nosso lugar e nunca faremos nada deles. Dizer não é difícil - mas é a nossa melhor arma.