17 fevereiro 2015

Mamã, o que é dançar sexy?

Assim do nada, a meio de um comum jantar... Sai um "mamã, o que é dançar sexy?" Como assim???
"A mana disse que sabia dançar sexy. O que é dançar sexy?" Muito melhor... partiu da mana... Não sei se ria se chore ou se fuja...
Respira mamã, respira e engole em seco enquanto ganhas tempo para procurar uma resposta capaz.
Queres saber o que é dançar de forma sexy, ou o que é ser sexy? Pensas um pouco. "Ah... se calhar as duas coisas. O que é sexy?" Piora um pouco para o meu lado...
Ser sexy tem a ver com insinuarmo-nos aos outros, ou seja fazermos algo que faça com que os outros tenham vontade de nos abraçar e dar beijinhos. Respiro e torço para que seja suficiente o meu esclarecimento... Agora ris, ris, ris que nem um tolo "Que engraçado... então dançar sexy é dançar para os outros terem vontade de nos agarrar e dar beijinhos?? Que engraçado..."
Passou, ficaste satisfeito com a explicação. Nada como respostas concisas, independentemente do tema em questão...

11 janeiro 2015

Por uma vida melhor - não tenha medo, não tenha vergonha


Não tenhamos medo de dizer não, não tenhamos vergonha de bricar, de mimar e de dar colo.


Brinquemos mais com as crianças - os afazeres normalmente não se estragam.

Demos mais colo, por mais crescidas que as crianças sejam - nunca somos demasiado crescidos para já não gostarmos de colo.

Digamos não sempre que acharmos conveniente, ainda que muito custe, ainda que uma birra se sobreponha - mas vale as nossas crianças chorarem hoje por ouvirem um não, do que nós chorarmos daqui a uns anos por não termos dito não no momento certo.

Em Janeiro vou brincar mais, dar colo todos os dias, abraçar e falar sempre com um sorriso.

25 agosto 2014

"Recompensas" certas e erradas

O pai ou a mãe saem para outra cidade em trabalho. 1 dia, 2 dias, uma semana. Voltam e trazem uma prenda. Acho que há qualquer coisa de errado na cabeça das pessoas. Sairmos de casa sem os filhos não é (ou não deveria ser) razão de festa. A saudade não passa com um brinquedo novo – passa com um simples abraço bem apertado. Gosto que os meus filhos sintam saudades minhas quando eu não estou. Não quero que fiquem felizes por eu sair. Não quero e espero que nunca sintam que ainda bem que eu saí, por isso ser motivo de brinquedo novo.
As prendas deveriam ter uma razão de ser. Quando não têm uma razão de ser, não são prendas – é o marketing e o consumismo a agir por nós. Eu quando estou fora, às vezes também trago algo para eles. Não trago uma prenda, trago algo alusivo ao local onde estive. Um doce típico, por exemplo. Mas por exceção, não por regra.
O mês passado dei uma prenda ao filhote crescido. Parabéns meu filhote, o teu esforço ao longo deste ano lectivo valeu-te mais uma vez o Quadro de Honra. Mereces uma prenda – não por estares no Quadro de Honra, mas pelo teu esforço e trabalho para lá chegares. As manas, como é normal, perguntaram “E para mim?”. Para vós minhas meninas, há-de haver também. Um dia, quando o vosso esforço merecer ser reconhecido. E a conversa morreu aí, as manas pediram ao mano se também podiam brincar com o presente dele. A recompensa a quem a merece, e quando é merecida.